Princípios

O humano no centro
do pensamento lógico

A sociedade muda a cada momento. Marcas que se servem dos modelos de comportamento humano para tomar decisões, para comunicar, para servir e fazer parte da sociedade, devem sintonizar com essa mudança.

Todo o marketing pode tocar de uma forma mais superficial ou mais profunda. Acreditamos que o que gera a verdadeira ligação a consumidores ou cidadãos são argumentos que apelem às suas emoções, crenças, temores e desejos mais íntimos. Isso exige uma escuta próxima e continuada, nas entrelinhas e, também, nos entre gestos.

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— O HUMANO, ANTES DO CONSUMIDOR —

O entendimento do ser humano, das suas pulsões ou necessidades, não se compagina com visões parcelares. O objecto de estudo C é o cidadão, o ser social, o ser profissional, o comprador e, enfim, o consumidor que usufrui de produtos e serviços de marcas e negócios.
A fragmentação da sociedade e dos estilos de vida é explicada por complexidades que extravasam largamente o círculo do consumo e mesmo o do indivíduo. É no eixo profissional, social ou familiar – muitas vezes em contexto alargado – que estão os fundamentos da organização da vida e do quotidiano.

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— O SEU LUGAR E A SUA HISTÓRIA —

Entendemos que a compreensão do presente só é completa se conseguir integrar a perspectiva histórica específica em que se enquadra. Como compreender um jovem sem considerar a geração dos seus pais? Como aceder à realidade do habitar em Portugal sem ter em perspectiva a evolução dos modos de habitar das últimas décadas e o parque residencial português?
Não obstante a consideração das tendências internacionais no raciocínio e nas hipóteses de trabalho, as distâncias que confirmamos no decalque para a realidade portuguesa traduzem o maior valor do conhecimento C.

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— QUESTIONAR E HESITAR —

«A fonte do pensamento genuíno é o espanto, espanto por, e perante o ser. O seu desenvolvimento é essa cuidada tradução do espanto em acção que é questionar» escreveu George Steiner. No C-Lab, procuramos ocupar esse lugar de interrogação que traduz o espanto em acção. Acreditamos que é no apurar da(s) pergunta(s) que se vai revelar o trajecto para o conhecimento.
O termo hesitante também nos parece fundamental. Um avanço hesitante: eis um método que estimamos. Quem avança hesita porque não quer saber o sítio para onde vai – se soubesse já, para que caminharia? Hesitar é um efeito da acção de descobrir.

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— ESCUTA EM PROFUNDIDADE —

Fazemos recurso de todas as ferramentas tradicionais de pesquisa, mas acreditamos ser na escuta em proximidade – não só física, como a que se conquista com o tempo longo – que as pessoas mais se revelam. É comum desvendar-se o inesperado enigma de uma narrativa apenas ao bater da terceira hora de conversa. O próprio ambiente doméstico nos dá sinais de traços de personalidade e vivências difíceis de verbalizar ou apurar em contextos de entrevista mais impessoais. Por isso, a incursão à casa e a espaços nativos dos entrevistados é um elemento fundamental da nossa abordagem.

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— SÍNTESE & STORYTELLING —

Sem perder de vista a natureza e os desafios de negócio da audiência, fazemos a nossa interpretação da realidade, uma tradução com que nos comprometemos, uma estrutura que possa ser apropriada pelas empresas e organizações que são clientes deste laboratório. Essa arrumação do que se pensou e assistiu na investigação culmina, também, na fixação de conceitos – classificação e organização semântica do conhecimento que são necessárias para a sua circulação, a abertura ao diálogo e, enfim, o seu desdobramento noutras ideias e reflexões.

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— BELEZA E ARGUMENTO —

«A estética do argumento influencia o próprio argumento, a sua capacidade de conquista, a intensidade de adesão dos outros.» Secundamos Gonçalo M. Tavares na defesa do belo como uma abreviatura na aproximação ao leitor. Acreditamos que o cuidado estético – na frase, na página, na infografia, na capa de um livro – é convite e incentivo a uma leitura que pede dedicação. A atenção à forma, à embalagem do conhecimento C-Lab é um elemento do nosso ADN, de que não prescindimos.